Como escolher o jeans GG perfeito?


1. Com ou sem Stretch?

Embora muita gente ache que o jeans com lycra é o melhor amigo das gordinhas, isso nem sempre é verdade. A trama menos encorpada que no jeans tradicional evidencia as dobrinhas, principalmente a gordura abdominal. A composição mais delicada também é responsável por uma menor durabilidade, principalmente na área do entrepernas.

Modelo: Mayara Russi, Look: Kauê Modas, Acessórios: DC Bijoux, Sapato: Beira Rio, Make: Fátima Palma.


E com a elasticidade muitas confecções acham por bem cortar a peça menor do que ela deveria ser para aquele mesmo manequim. Ao invés de ganhar o prometido conforto, você ganha uma calça justérrima que não pode lavar nunca.

Servir , serve. Mas não veste bem.

Por outro lado, as calças sem lycra, que perderam quase que todo terreno nos tamanhos grandes voltam a aparecer, mas em nada lembram aquele tecido rígido de antigamente. O novo jeans é tecnológico: amassa menos, deforma menos e é muito mais confortável.

Elas disfarçam um pouco quadris salientes, celulite e barriguinha, mas cobram caro por isso.

Enquanto um jeans com lycra não requer uma modelagem muito precisa, o tradicional exige muita atenção na hora da compra. É necessário experimentar várias tramas, vários tamanhos e várias marcas é fundamental.

Até para pessoas de biótipo semelhante, uma calça veste diferente. E quanto melhor o caimento, pior o preço.

Por mais avançado que esse jeans esteja, ainda perde feio para o misto com a lycra no quesito conforto.

A composição ideal já existe, mas não nos tamanhos especiais. A solução, aparentemente óbvia, é aliar o corte tradicional à um tecido encorpado com leve elasticidade (cerca de 3%) já é sucesso até com o público masculino de grandes magazines. E para quem veste até o manequim 50, vale dar uma espiadinha nas araras dos homens e procurar por essa novidade.

No geral vale a regra: jeans com lycra só para as gordinhas com pouca barriga ou para quem encara uma blusinha mais comprida, na linha do umbigo ou abaixo, dependendo do seu tipo de corpo.


Modelo: Jovianny Sierascky, Look: Kauê Modas, Acessórios: DC Bijoux, Make: Racco.


2. Cintura baixa ou alta?

Outro mito é que toda gordinha tem que usar calça de cintura altíssima. A calça de cós alto (2 dedos acima do umbigo) é mais elegante e oferece mais sustentação para a região dos quadris, mas também os evidencia, principalmente se acompanhada de um cinto grosso como a moda pede.

Cintura baixa (2 dedos abaixo do umbigo ou mais) é mais popular e todo mundo usa: seja gordinha, seja magrinha, jovem ou senhora. O Brasil testemunha um tempo de umbigos livres pelas calçadas. Mas é muito difícil encontrar alguém que vista bem um modelo assim. Até mesmo entre as mais magras elas deformam o corpo, criam um pneuzinho a mais e deixam todo o conjunto mais vulgar.

O ideal é uma calça com cintura média, a altura do umbigo.


Modelo: Mayara Russi, Look: Kauê Modas, Acessórios: DC Bijoux, Sapato: Beira Rio, Make: Fátima Palma.



3. Detalhes: sim ou não?

A calça bordada virou mania entre o público de tamanhos acima do 46. Existe um mito de que os bordados desviam a atenção para pontos estratégicos que a mulher deseja chamar a atenção. Mas verdade mesmo, é que as gordinhas estavam muito carentes de sentirem únicas.

Cansadas do básico apostavam em qualquer coisa diferenciada, mesmo com gosto meio duvidoso. Com tanta sede de sermos diferentes, acabamos todas iguais, de calça bordada!

Mas os bordados são realmente uma forma de customizar seu jeans e de expressar sua individualidade. Procure bordados irreverentes, com motivos góticos, tachas, costuras grandes aparentes (como um alinhavo), outros tecidos: tudo aquela cara meio udnerground, used.

Esqueça florais, canutilhos e outros brilhos, tapeçaria, pintura em 3D e motivos muito coloridos.


`A  seguir...
4. Lavagem: como escolher? 
5. Bolsos: onde colocá-los? 
6. Até onde vai a perna? 
7. Calça Skinny, pode?


Modelo: Thalita Kulczar, Look: Kauê Modas, Acessórios: DC Bijoux, Make: Racco.


4. Lavagem: como escolher?

Foi-se tempo em havia somente 3 tons: claro, médio e escuro, com mínimas variações. Nos últimos 10 anos não pararam de surgir novas lavagens que emprestaram uma nova cara ao bom e velho jeans: cores, desgastados, padronagens, marcas acentuadas e uma infinidade de possibilidades. A lavagem bem executada ainda deixa a peça mais maleável.

Se tiver que escolher somente um, fique com o clássico jeans escuro que é mais fácil de combinar com outras peças e ocasiões e veste melhor. As lavagens do tipo “used” também são sinônimo de modernidade e criam um look cheio de estilo e conforto.

Muitas calças trazem áreas mais claras colocadas estrategicamente no bumbum por exemplo, para dar a sensação de volume. Tome cuidado com que irá realçar: use a seu favor.

Fuja de lavagens com machas muito contrastadas e artificiais. Bigodes de gato (listras horizontais que simulam um amassado de quem passou muito tempo sentada) são péssimos! Além de datarem seu jeans com o ano passado, ainda parece que sua calça está justa demais: evite.




 Modelo: Mayara Russi, Look: Kauê Modas, Acessórios: DC Bijoux, Sapato: Beira Rio, Make: Fátima Palma.
 

5. Bolsos: onde colocá-los?

Na ânsia de diminuir o volume sobre nossas barrigas a indústria criou aqueles impagáveis bolsos frontais falsos que não enganam ninguém e aboliu o quinto bolso que não fazia mal a ninguém. Ótimo para guardar troco, tarraxa de brinco, passagens e tíquetes em geral, ele não aumenta o volume da região e ainda pode ser encontrado em algumas calças, fora a tradicional 501 da pioneira Levis.

Bolsos traseiros pequenos ou com pregas e lapelas criam volume para quem tem bumbum chato. Bumbuns muito avantajados ficam ótimos com calça sem bolso traseiro ou com um modelo maior.

Já os bolsos laterais do tipo “calça-cargo” engrossa as pernas e é muito usado para equilibrar a silhueta masculina.


Modelo: Mayara Russi, Look: Kauê Modas, Acessórios: DC Bijoux, Sapato: Beira Rio, Make: Fátima Palma


6. Até onde vai a perna?

Nos homens a regra é simples: a barra deve ser medida um ou dois dedos do chão, estando-se descalço. Comas mulheres a regra ganha variáveis de acordo com o salto e a tendência da estação.

Há uns 3 anos, o sucesso era a calça capri, com a perna reta e barra bem no meio entre o joelho e o tornozelo. A capri foi suplantada pela cigarrete ainda em alta, que é mais ajustada e para no ossinho do tornozelo. Fica ótimo para quem é mais alta ou tem pernas proporcionalmente mais longas.

O comprimento clássico deve ser medido até o começo do salto, abaixo do calcanhar. Esse comprimento alonga as pernas e é sempre bem aceito na moda.


Modelo: Andrea Beckert, Look: Palank Fashion.


7. Calça Skinny, pode?

Uma mulher inteligente pode tudo. É fato que as calças Skinny, aquelas bem justas que foram sucesso no rock dos anos 80, pode dar a sensação de quilos mais. Nada que um poderoso (e atual) mini-vestido não resolva com chave de ouro. Pode ser uma alternativa válida para que adora jeans com lycra e quer usar as blusas mais longas. Só não esqueça que a calça deve ser bem justa na perna e de comprimento clássico (leia item acima). Além do corte reto, o Bootcut é ótimo: justo no quadril e mais largo a partir dos joelhos.


Créditos:
Texto: Kátia Ricomini - Criatura GG (www.criaturagg.com.br/)
Fotos: Kátia Ricomini / Produção: Pamelha Khan.