Saiba Mais - O Pretinho Básico

O Charme do Preto - Clássico da Moda

Destaque - Foto: Audrey Hepburn

O pretinho básico também se enquadra quando a escolha é: calças, camisas, saias e terninhos. Mas aqui vamos mencionar o vestido.

O vestido preto é considerado uma peça-chave porque combina em qualquer ocasião e com todos os tipos de mulheres, mesmo aquelas um pouco acima do peso. A cor disfarça tudo, é simples, elegante e esconde manchas, amassados, afina a silhueta e deixa qualquer mulher verdadeiramente poderosa.

No Oscar de 2002 o vestido preto de linhas retas
de JENNIFER GARNER,
que por ser clássico ainda vale como referência em 2009.



Foto reprodução pretinho básico do site: Sobressaltos


Para se tornar este verdadeiro fenômeno, alguém deve ter ousado experimentar o estilo. Até hoje considerada uma das mulheres mais elegantes do mundo, a ex-primeira dama dos Estados Unidos, Jackie Kennedy, marcou a história em 1963, quando apareceu no enterro do marido usando vestido e véu pretos, conduzindo os dois filhos pela mão. Inesquecível também é Rita Hayworth no filme Gilda, usando um vestido tomara-que-caia preto estrategicamente drapeado na cintura a fim de esconder a sua gravidez. Sensualidade maior? Difícil de encontrar.

Segundo os historiadores da moda, foi Coco Chanel quem inventou o pretinho básico. No ano de 1926, a revista Vogue publicou um croqui de Chanel: um vestido muito simples, reto, comprimento um pouco abaixo do joelho, todo preto e com detalhes preto e branco nos punhos. O editor da revista ousou escrever uma espécie de profecia: "Vai se tornar o uniforme de toda mulher de bom gosto". Começava a revolução na moda promovida por Mademoiselle Chanel. Ela costumava dizer que "simplicidade é a chave da elegância", e assim reduziu de 20 para sete metros a quantidade de tecido para se confeccionar um vestido.

Até então, a cor preta, que era exclusiva dos velórios e festas de gala, passou a vestir as mulheres em todos os momentos que exigem elegância e bom gosto. A própria estilista usou e abusou da cor sempre acompanhada pelo seu inseparável colar de pérolas. Primeiro, os modelos entraram nos guarda-roupas das famosas como Wallis Simpson, a duquesa de Windsor.

A novidade ficou restrita às famosas até mais ou menos 1947, quando Christian Dior popularizou a idéia de Chanel criando um vestido preto com golas brancas, usado com estola de pele, luvas brancas e colar de pérolas. O estilo se tornou o "uniforme" das elegantes nos anos 50. Virou sucesso absoluto.

No entanto, na década de 60, o preto entraria de vez para a história da moda. Foi quando Givenchy promoveu uma releitura do estilo criando um modelo exclusivo usado por Audrey Hepburn no filme Bonequinha de Luxo. O sucesso foi tamanho que o modelo é copiado até hoje.

Na fita, a atriz aparece deslumbrante combinando o modelo com luvas, piteira e franjinha. Se você quer conferir, existe uma versão do filme em DVD disponível em uma caixa com outros trabalhos estrelados pela atriz.

Voltando à história do "pretinho básico", na década de 70 ele perdeu um pouco o seu glamour e seu espaço foi ocupado pelas roupas modernas, estampas floridas e um estilo meio descontraído de se vestir.

Na década de 80 aconteceu uma espécie de releitura do estilo Chanel. Os modelos originais da estilista ganharam uma certa modernidade, mas sem perder a elegância. Na ocasião, o linho voltou com tudo nos vestidos, saias, tailleurs e nos adoráveis blazers e espencers que vestiram as mulheres com muita elegância. Lembram-se das saias combinadas com blazer que tinham detalhes de outras cores nas golas e punhos? Era o império do preto e branco, a combinação mais usada. Ainda nesta época, os vestidos eram retos, os famosos "tubinhos", que podiam ser tanto abaixo do joelho como mini-saia. O "pretinho básico" é eterno e sinônimo de elegância e bom
gosto.

Fonte: A Voz da Cidade (Moda e Beleza)